
O Sapo fechou e eu tive de mudar o meu blog para o BLIX. Espero que subscrevam…Para inaugura, escolhi um post sobre o Porto, estava cheia de saudades desta incrível cidade e resolvi passar lá dois dias. Domingo na Invicta traz uma dificuldade: abertos só estão praticamente os restaurantes dos turistas. Havia que almoçar e jantar. Ao almoço fizemos a pior opção: um restaurante perto do hotel. Quando entrámos no Retiro do Bacalhau disseram-nos que estava reservado e que fôssemos em frente ao Vaccarum, especializado em carnes na grelha e francesinhas, onde podíamos escolher do menu de peixe. Percebi logo que a coisa ia correr mal, mas já não havia volta a dar. Ainda por cima o nome do restaurante Vaccarum que remete para o nome científico de um roedor andino que não é comestível. As mesas eram tão juntas que um rapazola sentado na mesa redonda ao lado conseguia coçar e sacudir o cabelo para cima das nossas travessas. As vezes também inclinava a cabeça toda para trás e olhava para mim com os olhos virados ao contrário. Um filme. A francesinha estava em todo o lado. Para nós vieram umas pataniscas secas que pareciam umas bolas de ténis. A acompanhar veio no tachinho um arroz de tomate cujos escassos grãos flutuavam numa aguada de tomate. Mexemos e esperámos mas a coisa continuou a parecer um caldo ralo sem sabor. E fomos embora sem querer mais nada senão sair dali para fora. A noite fomos comer uma sandocha de pernil assado à Casa Guedes da Praça dos Poveiros. Fomos cedo e arranjámos mesa no andar de cima. Sandes com queijo de ovelha e cebola caramelizada. Bom pão e boa carne, muita gente muito barulho, pessoal super simpático e serviço eficiente. Sempre a rodar mesas. No dia seguinte ao almoço foi altura de regressar aos velhos clássicos, no caso vertente o Solar Moinho de Vento no largo Moinho de Vento, local aprazível e sossegado. Ficamos avançados no primeiro andar, de serviço mais complicado que a esplanada ou o rés-do-chão. Não havia os meus queridos rissóis de berbigão e comeram-se uns rissóis de bacalhau, desta feita com bom arroz de tomate. Vieram também filetes de polvo com arroz seco do mesmo, sempre impecáveis de fritura. A rematar uma boa mousse de chocolate e uma rabanada pouco apelativa, cujo interior estava duro por ausência de demolhe no leite e que tinha um sabor exógeno que não me agradou e que não consegui identificar.



Magnífico está o mercado do Bolhão, com as bancas todas abertas, no género Boquería de Barcelona, nada Time Out da Ribeira. Dá gosto. apesar de muito turista, conseguimos andar bem e ver tudo, mas ainda não estamos no verão.




A parte mais turística do Porto está arranjada e sempre pejada de gente. Fora disso o Porto continua o ser o estimável Porto. O trânsito continua horrível com muitas ruas em obras e cortadas. Felizmente. Fomos de comboio e andamos sempre a pé. A escolha do hotel revelou-se óptima: bom preço, bom pequeno almoço e uma situação muito central, perto de tudo a pé: Eurostars Centro. Aconselho.